Fluxo

Os Viajantes

Compositor: Fred Policarpo

Greve de fome não é greve se não há comida,
Suicídio não é loucura se não há saída,
Saída não existe, se nunca sabemos onde devemos estar,
Quem foi que disse que você pode viajar?

Um fluxo em sentido oposto,
Um frio que sempre chega, um calor que nunca vai,
Teus olhos já não enxergam
Aonde essa tua louca viagem vai.

Doe tudo que tiver e não receba nada,
Abra o olho pois você está perdendo de lavada,
Pesquise muito pra não comprar felicidade adulterada,
O inferno é de graça, "aqui se faz aqui se paga".

Um cabo de banda larga um cabo de aço,
Uma linha assimétrica, e agora o que eu faço
Com poder imenso para poder consumir,
E com a coragem imersa de produzir?

Serei sempre uma platéia,
Onde tudo posso ver, quase tudo devo amar,
E onde meus pequenos aplausos,
Eu sei que eles quase nunca irão chegar..

Doe tudo que tiver e não receba nada,
Abra o olho pois você está perdendo de lavada,
Pesquise muito pra não comprar felicidade adulterada,
O inferno é de graça, "aqui se faz aqui se paga".

Doe tudo que tiver e não receba nada,
Abra o olho pois você está perdendo de lavada,
Viaje para longe, a rotina é uma cilada,
O inferno é de graça, tua bagagem está envenenada.

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